Capitã Jacimara Ornelas destaca os 8 anos da Ronda Maria da Penha e revela como o trabalho tem salvado vidas em Guanambi e região

Coordenadora da Ronda Maria da Penha Regional fala sobre os desafios no combate à violência doméstica, o acompanhamento de mais de mil mulheres, os avanços da rede de proteção e faz um alerta: denunciar pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.

Neide Lu, jornalista apresentadora, e Cap. Jacimara Ornelas, coordenadora da Ronda Maria da Penha.

A coordenadora da Ronda Maria da Penha Regional, Capitã Jacimara Ornelas, participou do programa Fala Você Notícias, nesta segunda (06), e fez um balanço dos oito anos de atuação da unidade especializada da Polícia Militar no enfrentamento à violência contra a mulher em Guanambi e municípios da região. Durante a entrevista, ela destacou os resultados alcançados, os desafios enfrentados pela equipe, a importância das medidas protetivas e da denúncia, além de reforçar o papel da sociedade no combate ao feminicídio.

Mais de mil e cem mulheres acompanhadas pela Ronda Maria da Penha

Responsável pelo atendimento em Guanambi, Palmas de Monte Alto, Iuiu, Pindaí e Sebastião Laranjeiras, a Capitã revelou que atualmente a Ronda acompanha 1.132 mulheres com medidas protetivas, sendo 788 somente em Guanambi.

Segundo ela, a principal missão da equipe é fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas, realizar visitas periódicas, orientar as vítimas e agir rapidamente sempre que houver descumprimento por parte do agressor.

"O maior resultado é ver mulheres reconstruindo suas vidas"

Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, Jacimara afirmou que a maior recompensa do trabalho é acompanhar a transformação das vítimas.

Ela destacou que muitas mulheres chegam completamente abaladas emocionalmente, mas conseguem romper o ciclo da violência, reconstruir a autoestima e recomeçar a vida com segurança.

Violência psicológica é uma das mais frequentes

A Capitã alertou que nem toda violência deixa marcas físicas.

Segundo ela, humilhações, ameaças, controle da vida da mulher, isolamento da família, chantagens emocionais e agressões verbais são formas de violência psicológica que costumam anteceder episódios de agressão física.

Ela reforçou que identificar esses sinais precocemente pode evitar tragédias.

Neide Lu, jornalista apresentadora, e Cap. Jacimara Ornelas, coordenadora da Ronda Maria da Penha.

Medida protetiva salva vidas, mas precisa ser acompanhada

Durante a entrevista, Jacimara explicou que a medida protetiva é uma importante ferramenta jurídica, mas ressaltou que ela, sozinha, não impede a violência.

Por isso, o acompanhamento realizado pela Ronda Maria da Penha é essencial para fiscalizar seu cumprimento, orientar as vítimas e garantir respostas rápidas sempre que houver risco.

Denunciar continua sendo o caminho mais seguro

A Capitã também fez um apelo às mulheres que ainda vivem em situação de violência.

Segundo ela, o medo, a dependência emocional e financeira ainda são os principais obstáculos para romper o ciclo das agressões.

Ela destacou que familiares, amigos e vizinhos também têm papel fundamental e devem denunciar sempre que presenciarem situações de violência, inclusive de forma anônima.

Uma mensagem de esperança

Ao encerrar a entrevista, Jacimara deixou uma mensagem de coragem às mulheres:

"Quem ama cuida. Quem agride não demonstra amor. Nenhuma mulher nasceu para viver com medo. É possível recomeçar."

A entrevista completa traz relatos marcantes, orientações importantes sobre medidas protetivas, violência doméstica, feminicídio, direitos das mulheres e o trabalho desenvolvido pela Ronda Maria da Penha em toda a região.

Assista agora no YouTube "Neide Lu Fala Você Notícias" e descubra como a informação pode salvar vidas.

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