Uma suposta ligação do banco, uma movimentação suspeita na conta e um pedido urgente para “proteger” o dinheiro são elementos comuns do golpe da falsa central. Criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras e utilizam diferentes estratégias para convencer clientes a entregar informações confidenciais ou realizar operações bancárias.
A abordagem pode ocorrer por telefone ou mensagem. Durante o contato, os golpistas podem solicitar senhas, códigos iToken, dados de cartão, QR Code, instalação de aplicativos e até transferências para uma chamada “conta segura”.
O crescimento dos golpes acompanha o avanço dos crimes de estelionato no país. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 2,2 milhões de casos de estelionato em 2025, além de mais de 346 mil ocorrências de fraudes digitais, aumento de 20,6% em relação ao ano anterior.
Como o golpe parece verdadeiro?
Para aumentar a credibilidade, os criminosos podem utilizar informações parciais dos clientes, simular transferências entre setores, colocar música de espera e até mascarar o número exibido no celular. A técnica, conhecida como spoofing, faz a ligação parecer originária de uma instituição conhecida.
Apesar da aparência profissional, existe um importante sinal de alerta: bancos não pedem senha, códigos de segurança, dados de cartão ou transferências para supostamente proteger a conta.
Pedidos que indicam possível fraude
O consumidor deve desconfiar quando o suposto funcionário solicitar:
- Senhas, códigos, dados do cartão, QR Code ou fotos para validação;
- Pix, depósitos ou transferências para uma “conta segura”;
- Instalação de aplicativos ou programas de acesso remoto;
- Que a vítima permaneça na ligação ou não procure os canais oficiais do banco.
A estratégia explora principalmente a urgência e o medo, reduzindo o tempo para que a vítima confira a informação e perceba a tentativa de fraude.
O que fazer ao receber uma ligação suspeita?
A recomendação é desligar imediatamente e procurar o banco por meios oficiais. O cliente nunca deve utilizar números ou links fornecidos durante a abordagem.
Se houver compartilhamento de dados ou realização de alguma transação, é importante avisar a instituição financeira imediatamente, guardar comprovantes, números de telefone e capturas de tela. Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.
Instituições financeiras também utilizam ferramentas tecnológicas para identificar operações suspeitas. Recursos de monitoramento podem emitir alertas antes da conclusão de determinadas transações, criando uma pausa para que o cliente avalie a operação.
Diante de qualquer contato inesperado, a orientação é simples: se alguém se apresentar como funcionário do banco e pedir senha, código, instalação de aplicativo ou transferência para proteger seu dinheiro, desligue e procure a instituição pelos canais oficiais.
Fontes: Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Itaú Unibanco; Polícia Civil
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