O Ministério da Saúde informou que ainda não há previsão para a conclusão da investigação envolvendo a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, cuja aplicação foi suspensa temporariamente em todo o país. A medida preventiva foi adotada após o registro de eventos adversos graves em pessoas imunizadas e segue os protocolos de segurança e farmacovigilância do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mais de 501 mil doses foram aplicadas entre janeiro e maio deste ano. O monitoramento identificou 3.703 notificações de sintomas semelhantes aos da dengue após a vacinação, o equivalente a 0,7% dos imunizados. Entre os registros, 42 apresentaram sinais de alerta e três casos graves continuam sob investigação.
De acordo com o ministério, ainda não existe comprovação de relação direta entre os casos e a vacina. As análises consideram fatores como histórico clínico dos pacientes, doenças preexistentes e possíveis causas alternativas.
A suspensão temporária atinge apenas a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e não interfere na campanha de vacinação contra a dengue atualmente oferecida pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas recentemente procurem atendimento médico caso apresentem sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou agravamento do estado de saúde.
Fonte: Ministério da Saúde e Programa Nacional de Imunizações (PNI)
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