Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões nos três primeiros meses de 2026, aprofundando a crise financeira da estatal. O resultado representa um aumento de 82,3% em comparação ao mesmo período de 2025 e ocorre após a empresa encerrar o ano passado com perdas recordes de R$ 8,5 bilhões.
O balanço divulgado pela companhia aponta que a queda nas receitas, o aumento das despesas financeiras e a ampliação das provisões para processos judiciais foram os principais fatores que impactaram o desempenho.
Entre janeiro e março, a receita bruta dos Correios somou R$ 4,04 bilhões, uma redução de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O setor de encomendas registrou retração de 5,5%, enquanto as postagens internacionais tiveram queda expressiva de 60,3%.
Outro fator que pressionou as contas foi o aumento das despesas financeiras, que saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões. Além disso, a estatal reservou R$ 1,06 bilhão para cobrir possíveis perdas em ações trabalhistas, elevando o total de contingências judiciais para R$ 4,66 bilhões.
Apesar do cenário negativo, a empresa reduziu gastos operacionais, incluindo despesas com pessoal e custos de serviços, resultado atribuído, em parte, ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) implementado anteriormente.
Os Correios também enfrentaram aumento nas indenizações por atraso na entrega de encomendas, que passaram de R$ 2 milhões para R$ 30,5 milhões em um ano, refletindo dificuldades operacionais registradas nos últimos meses.
A estatal segue executando um plano de reestruturação que inclui modernização tecnológica, revisão de contratos, ajustes logísticos e busca por novas fontes de receita. A expectativa é recuperar o equilíbrio financeiro e voltar a registrar resultados positivos a partir de 2027.
Fonte: Balanço dos Correios e dados da estatal / agência Brasil
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