O diagnóstico do Alzheimer por meio de exame de sangue avança como uma das principais promessas da medicina moderna, com estudos internacionais indicando alta precisão na identificação precoce da doença.
Os resultados mais recentes foram apresentados durante um evento científico em Porto Alegre, onde pesquisadores destacaram o potencial dos biomarcadores sanguíneos para detectar alterações cerebrais associadas ao Alzheimer, especialmente proteínas ligadas à tau.
Segundo especialistas, testes que analisam marcadores como a fosfo-tau, em especial a p-tau217, já demonstram até 95% de precisão na confirmação ou exclusão da doença em pacientes com sintomas cognitivos.
A tecnologia surge como alternativa a métodos mais complexos e caros, como exames de imagem cerebral, além de procedimentos invasivos como a punção lombar. A proposta é tornar o diagnóstico mais acessível, inclusive na atenção primária e em regiões com menor estrutura de saúde.
Pesquisas também avaliam versões simplificadas dos testes, como coletas por gota de sangue seca, o que poderia ampliar ainda mais o alcance da tecnologia em locais remotos.
Apesar dos avanços, os pesquisadores reforçam que os exames ainda passam por etapas de validação antes de serem incorporados amplamente à prática clínica.
Especialistas destacam que o diagnóstico precoce será cada vez mais importante diante do surgimento de terapias capazes de retardar a progressão da doença, reforçando o papel dos biomarcadores no futuro do tratamento do Alzheimer.
Fontes: Clinical Research Summit 2026 / Hospital Moinhos de Vento / Pesquisa internacional sobre biomarcadores
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