99 usa tecnologia e reduz riscos com monitoramento de motociclistas parceiros em todo o Brasil

Sistema com sensores e algoritmo identifica comportamentos perigosos e já leva até 82% dos condutores a corrigirem a direção após alertas.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

A empresa de mobilidade urbana 99 passou a monitorar o comportamento de motociclistas parceiros com uso de sensores e algoritmos, reduzindo riscos e alcançando até 82% de melhora na condução após alertas preventivos.

A plataforma de transporte por aplicativo intensificou o uso de tecnologia para reforçar a segurança viária de seus parceiros motociclistas. O sistema identifica acelerações e frenagens bruscas, curvas acentuadas, mudanças de faixa repentinas e excesso de velocidade, emitindo alertas diretamente no aplicativo.

Além desses fatores, a empresa já planeja incluir novas variáveis de monitoramento, como avanço de sinal vermelho, tráfego na contramão e circulação sobre calçadas.

Os dados fazem parte do Relatório de Direção da companhia, referente aos três primeiros meses de 2026, e apontam que até 82% dos condutores conseguem corrigir comportamentos de risco após receberem notificações preventivas.

No Rio de Janeiro, cidade piloto da iniciativa, o melhor desempenho foi registrado em março, quando 82% dos motociclistas passaram a adotar uma condução mais segura após os alertas. Já em janeiro, o índice de melhoria foi de 48%, enquanto em fevereiro chegou a 14%, com menor volume de notificações, equivalente a 0,03% do total de parceiros na cidade.

Em nível nacional, os resultados também mostram impacto positivo: em março, mais de 80% dos motociclistas alertados ajustaram a direção no mesmo mês. Em janeiro, o índice foi de 31%, e em fevereiro, de 7%.

A gerente sênior de segurança da 99, Maria Luiza Marcolan, explica que a plataforma adota nota mínima de 60% para permanência ativa dos condutores.

Segundo ela, motoristas com desempenho abaixo desse nível recebem alertas no aplicativo e têm 15 dias para corrigir a condução antes de sofrer restrições.

“Nesse período, cerca de 30% já conseguem melhorar o comportamento”, afirmou.

Caso não haja mudança, o condutor pode ser suspenso por cinco dias na primeira ocorrência. Em caso de reincidência, o bloqueio aumenta para dez dias, depois 30 dias, podendo chegar à exclusão da plataforma.

De acordo com a executiva, cerca de 60% dos motoristas que passam por restrição inicial conseguem melhorar a pilotagem. Ela destaca que o objetivo do sistema é educativo, com foco na mudança de comportamento.

O Relatório de Direção também aponta redução de 35% nos acidentes no primeiro trimestre de 2026, resultado três vezes superior ao mesmo período de 2025, quando a queda foi de 11%.

Para Maria Luiza, a combinação entre tecnologia e orientação tem impacto direto na segurança. “Quando unimos tecnologia e educação, conseguimos gerar resultados reais na redução de riscos no trânsito”, afirmou.

Com o avanço do monitoramento inteligente, a 99 reforça a estratégia de prevenção de acidentes e consolida o uso de dados como ferramenta para melhorar a segurança de motociclistas e passageiros nas cidades brasileiras.

Fonte: 99 / Relatório de Direção da empresa / agência Brasil

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