O Ministério da Saúde iniciou duas consultas públicas para discutir mudanças no tratamento da leishmaniose visceral no Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas buscam ampliar o acesso a terapias mais seguras e eficientes, principalmente para pacientes em situação de maior vulnerabilidade.
Uma das consultas avalia a incorporação da combinação entre anfotericina B lipossomal e miltefosina no tratamento de pessoas imunocomprometidas. Atualmente, o SUS já oferece a anfotericina B lipossomal, mas estudos recentes apontam que a associação dos medicamentos pode aumentar a eficácia terapêutica e reduzir complicações.
A proposta recebeu parecer inicial favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). As contribuições para a Consulta Pública nº 32 poderão ser enviadas até o dia 11 de maio, por meio da plataforma Brasil Participativo.
Outra medida em debate trata da ampliação do uso das formulações lipídicas de anfotericina B para diferentes perfis de pacientes. Hoje, o medicamento é destinado apenas a grupos específicos, como gestantes, idosos, crianças pequenas, pessoas imunocomprometidas e casos graves da doença.
Segundo estudos científicos analisados pela Conitec, as formulações lipídicas apresentam melhores resultados e maior segurança em comparação ao tratamento convencional com antimoniato de meglumina. As sugestões para a Consulta Pública nº 33 poderão ser encaminhadas até 25 de maio de 2026.
As consultas são abertas à participação de profissionais da saúde, pesquisadores, gestores públicos e usuários do SUS.
Fonte: Ministério da Saúde / Conitec / gov.br
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