Com a aproximação das eleições de 2026, o tempo de propaganda em TV e rádio volta ao centro das estratégias políticas, já que sua distribuição pode influenciar a visibilidade dos candidatos e a formação de alianças.
Pelas regras eleitorais, a divisão do tempo leva em conta o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados, além do desempenho dos partidos em eleições anteriores. Cerca de 90% do tempo é proporcional à representação das siglas, enquanto 10% é dividido igualmente entre os partidos que atingiram a chamada cláusula de barreira.
Na prática, isso favorece partidos maiores, que entram na disputa com mais espaço para divulgação. Já legendas menores costumam recorrer a coligações para ampliar sua presença no horário eleitoral.
Mesmo com o crescimento das redes sociais, o tempo em rádio e televisão segue sendo estratégico, funcionando também como moeda de negociação política na formação de chapas.
Na disputa presidencial, partidos com maior número de deputados tendem a garantir mais tempo de exposição. O mesmo cenário se repete nas eleições estaduais, como na Bahia, onde coligações mais amplas devem concentrar maior fatia do horário eleitoral.
Com início previsto para agosto, a propaganda eleitoral gratuita deve novamente desempenhar papel relevante nas eleições de 2026, influenciando campanhas, alianças e a dinâmica da disputa política.
Fonte: Legislação Eleitoral / dados públicos de bancadas parlamentares
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