Um novo medicamento indicado para desacelerar a progressão do Alzheimer começará a ser comercializado no Brasil a partir de junho. A terapia, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é voltada principalmente para pacientes em estágios iniciais da doença.
O lecanemabe é um medicamento biológico desenvolvido para atuar diretamente nas alterações cerebrais associadas ao Alzheimer. Ele age sobre as protofibrilas de beta-amiloide, substâncias tóxicas que se acumulam no cérebro e contribuem para a degeneração dos neurônios.
De acordo com estudos clínicos internacionais, o uso do medicamento pode reduzir em cerca de 27% o declínio cognitivo ao longo de 18 meses. A pesquisa envolveu quase 1,8 mil participantes em diferentes regiões do mundo e teve resultados publicados em revista científica de referência.
O tratamento, no entanto, não reverte danos já causados pela doença. Especialistas destacam que o uso é mais indicado em fases iniciais, como comprometimento cognitivo leve e demência leve, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Em relação ao custo, o valor mensal do medicamento foi estimado em cerca de R$ 8,1 mil sem impostos, podendo ultrapassar R$ 11 mil com a incidência de tributos, dependendo do estado.
A chegada do lecanemabe amplia as opções terapêuticas disponíveis no país e reforça a necessidade de acompanhamento médico especializado para indicação adequada do tratamento e melhor resposta clínica dos pacientes.
Fonte: Anvisa / Indústria farmacêutica
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