Instituições de referência, como o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avançam na construção de uma carta conjunta com diretrizes para fortalecer pesquisas sobre cigarros eletrônicos e vapes no Brasil. O material foi debatido durante seminário realizado nesta semana no Rio de Janeiro.
O documento, que será assinado por representantes de instituições de pesquisa e universidades de todo o país, estabelece recomendações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), incluindo cigarros eletrônicos e produtos similares.
As diretrizes foram discutidas durante o seminário “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, realizado entre terça (14) e quarta-feira (15). O encontro reuniu especialistas para organizar o conhecimento existente e apontar prioridades para novas investigações.
Como base, os pesquisadores analisaram um levantamento que identificou 59 estudos nacionais produzidos entre 2019 e março de 2025. As pesquisas abordam desde impactos à saúde até dados epidemiológicos, uso entre a população e aspectos regulatórios.
Segundo o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, a iniciativa busca consolidar evidências científicas que apoiem políticas públicas mais eficazes. Já a pesquisadora Ana Paula Natividade, da Fiocruz, destacou a necessidade de respostas rápidas diante do crescimento desses produtos e das estratégias da indústria do tabaco.
A construção das diretrizes representa um esforço coletivo para ampliar a base científica sobre os efeitos dos vapes no Brasil, contribuindo para decisões mais assertivas na área de saúde pública, especialmente na proteção das novas gerações.
Fonte: Inca / Fiocruz / agência Brasil
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