Com foco na ampliação do acesso à saúde, o Ministério da Saúde credenciou 1.250 novos profissionais para atuar em comunidades quilombolas em todo o país. A iniciativa contempla 244 equipes de Saúde da Família (eSF) distribuídas em 130 municípios de 19 estados brasileiros.
Do total de profissionais, 902 são de nível superior, como médicos e enfermeiros, e 343 técnicos ou auxiliares de enfermagem. A medida integra um incentivo federal criado para qualificar o atendimento em territórios quilombolas, ampliando a cobertura e fortalecendo a atenção primária.
Além da contratação de pessoal, o pacote inclui reforço na estrutura logística, com o credenciamento de 379 unidades de apoio, 314 veículos terrestres e 16 embarcações de pequeno porte, garantindo maior alcance das equipes em regiões de difícil acesso.
O investimento total estimado é de R$ 135 milhões, sendo R$ 54 milhões previstos para 2026 e R$ 81 milhões para 2027. A ação busca reduzir barreiras geográficas e desigualdades no acesso aos serviços de saúde, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social.
Dados do IBGE indicam que o Brasil possui mais de 1,3 milhão de pessoas quilombolas, concentradas principalmente no Nordeste, com destaque para Bahia e Maranhão. A iniciativa reforça a presença do SUS nessas localidades.
Após o credenciamento, os municípios devem cadastrar equipes, profissionais e estrutura no sistema nacional de saúde dentro do prazo estabelecido. Mais de 1.200 municípios estão aptos a solicitar o incentivo, que varia conforme o porte e as características do território atendido.
A ampliação das equipes e da infraestrutura representa um avanço na promoção da equidade no SUS, garantindo atendimento mais próximo e eficiente às comunidades quilombolas em todo o país.
Fonte: Ministério da Saúde / gov.br
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