Brasil inicia produção inédita de insumo para Buscopan e reforça autonomia do SUS

Fábrica em Anápolis coloca país como pioneiro na América Latina na produção de IFA farmacêutico.

Foto: Internet.

O Brasil deu um passo estratégico na indústria da saúde ao iniciar, nesta quinta-feira (26), a produção nacional de insumo essencial para medicamentos como o Buscopan. A nova unidade industrial instalada em Anápolis torna o país o primeiro da América Latina a fabricar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), reduzindo a dependência externa e fortalecendo o Sistema Único de Saúde.

Com a iniciativa, o Brasil passa a dominar toda a cadeia produtiva, desde o cultivo da planta duboisia — matéria-prima da escopolamina — até a produção final do medicamento. O projeto integra a estratégia nacional de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

A nova fábrica, operada pela Brainfarma, recebeu investimento de R$ 250 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e tem capacidade para produzir até 30 toneladas anuais de IFA. O cultivo da matéria-prima ocorrerá no Paraná, ampliando a produção nacional.

Além de garantir maior estabilidade no fornecimento de medicamentos, a medida reduz riscos de desabastecimento e amplia o acesso da população a tratamentos essenciais na rede pública.

A produção nacional de insumos também impulsiona a geração de empregos, o desenvolvimento tecnológico e a independência do setor farmacêutico brasileiro. O país passa a integrar um grupo restrito de nações que dominam esse tipo de tecnologia.

Outra frente importante é a ampliação da produção de medicamentos de alto custo, como o tratamento para a Atrofia Muscular Espinhal (AME), desenvolvido em parceria com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz.

Durante o evento, foi reforçado o início da campanha nacional de vacinação contra a gripe, que ocorre até o fim de maio. A imunização é gratuita nas unidades do Sistema Único de Saúde e prioriza grupos mais vulneráveis.

Com a produção inédita de insumos farmacêuticos, o Brasil avança na autonomia sanitária, fortalece o Sistema Único de Saúde e amplia a capacidade de atender a população com medicamentos essenciais de forma mais segura e eficiente.

Fonte: Ministério da Saúde / gov.br

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