Um novo programa de rastreamento para o câncer colorretal pode ser incorporado ao Sistema Único de Saúde nos próximos meses. A diretriz já recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e seguirá para consulta pública antes da decisão definitiva.
A proposta prevê que pessoas entre 50 e 75 anos, sem sintomas ou fatores de risco, realizem exame de sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Em caso de resultado positivo, o paciente será encaminhado para colonoscopia, permitindo diagnóstico precoce e aumento das chances de cura.
Especialistas destacam que o rastreamento pode identificar lesões pré-cancerígenas antes da evolução da doença, reduzindo tanto a mortalidade quanto o número de novos casos. Hoje, grande parte dos diagnósticos ocorre em estágio avançado, o que dificulta o tratamento.
Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam preocupação com o avanço da doença, com estimativa de aumento significativo nas mortes até 2030, reforçando a necessidade de políticas preventivas.
A implementação no sistema público deve ocorrer de forma gradual, garantindo estrutura para atendimento e acompanhamento dos pacientes em todo o país.
A iniciativa integra estratégias de prevenção e conscientização, como a campanha Março Azul, e busca ampliar o acesso ao diagnóstico precoce no Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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