O Ministério da Saúde identificou inconsistências em mais de 400 registros médicos no Programa Farmácia Popular do Brasil, após detectar volume elevado de prescrições em um período de seis meses. Como medida preventiva, 94 farmácias credenciadas tiveram atividades suspensas.
A análise apontou profissionais com mais de 3,5 mil receitas no período, número muito acima da média de cerca de 120 prescrições por registro (CRM). Ao todo, foram avaliados mais de 611 mil registros entre janeiro e junho de 2025.
Os dados foram encaminhados ao Conselho Federal de Medicina, ao Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) e à Controladoria-Geral da União (CGU) para investigação. Após reavaliação, 170 registros voltaram ao padrão esperado e seguem ativos sob monitoramento, enquanto 190 permanecem suspensos até apresentação de justificativas. Outros 51 casos seguem com indícios de irregularidades.
A suspensão é válida apenas dentro do programa e não impede a atuação profissional dos médicos. Além disso, o Ministério reforçou medidas de controle, como novos indicadores de monitoramento e o recadastramento anual das farmácias, em parceria com a Caixa Econômica Federal.
Em 2025, mais de 9 mil farmácias foram descredenciadas durante o processo de atualização cadastral, enquanto outras 5 mil estão com atividades suspensas por suspeitas ou inconsistências.
O Ministério da Saúde também orienta os profissionais a confirmarem a autenticidade das prescrições e regularizarem eventuais pendências junto ao programa. A expectativa é que o reforço na fiscalização aumente a segurança, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos no Farmácia Popular.
Fonte: Ministério da Saúde
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