O avanço do endividamento rural e a dificuldade de acesso ao crédito acenderam um alerta no agronegócio brasileiro. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) classificou a situação como crítica e defendeu ações emergenciais para evitar prejuízos maiores aos produtores e à economia nacional.
O presidente da bancada, o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o aumento das dívidas no campo cresce rapidamente, impulsionado por juros elevados, perdas de safra e ausência de apoio federal ao seguro agrícola. Segundo ele, na última temporada, não houve repasse de recursos para subsidiar o seguro rural, ampliando os riscos financeiros.
A falta de cobertura securitária subsidiada tem elevado o custo dos financiamentos e dificultado novos investimentos. Eventos climáticos extremos, como enchentes e estiagens, agravaram ainda mais o cenário, deixando produtores sem proteção adequada e comprometendo a continuidade da produção.
A FPA defende a criação de uma legislação permanente para o seguro rural, com regras estáveis e independentes de mudanças de governo, além da revisão das normas do crédito rural e da implementação de mecanismos como alongamento de dívidas e programas de reestruturação financeira.
Apesar do agronegócio brasileiro ter alcançado exportações recordes de US$ 169 bilhões em 2025, Lupion afirmou que o desempenho é resultado da competitividade dos produtores e da demanda internacional, não de políticas públicas. Ele também criticou o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária, defendendo medidas estruturais que garantam estabilidade ao setor.
A bancada ruralista, que reúne cerca de 350 parlamentares no Congresso Nacional, pretende intensificar a pressão por soluções imediatas. Segundo a FPA, sem mudanças no crédito e no seguro rural, o endividamento pode comprometer não apenas o campo, mas toda a economia brasileira.
Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) / Congresso em Foco
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