Pix por aproximação completa um ano com apenas 0,01% das transações e baixa adesão

Modalidade criada para agilizar pagamentos ainda enfrenta limitações operacionais e desafios de popularização entre usuários.

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil.

Criado para tornar os pagamentos mais rápidos, o Pix por aproximação completou um ano com adesão ainda reduzida no Brasil. Dados do Banco Central do Brasil mostram que essa modalidade representou somente 0,01% das 6,33 bilhões de transferências realizadas em janeiro, somando 1,057 milhão de operações e movimentando R$ 568,73 milhões, o equivalente a 0,02% do total financeiro do sistema.

Segundo Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento, fatores como limites de segurança e ajustes operacionais contribuem para a adoção gradual. Ainda assim, a entidade aponta crescimento consistente, principalmente no ambiente corporativo e em estabelecimentos com grande fluxo de clientes, onde a rapidez é um diferencial.

Desde o lançamento, a modalidade tem avançado de forma significativa. Em julho de 2025, foram registradas apenas 35,3 mil transações, número que ultrapassou 1 milhão em novembro do mesmo ano. Os valores movimentados também cresceram, passando de R$ 95,1 mil para mais de R$ 133 milhões em dezembro.

Para garantir segurança, o Banco Central definiu limite padrão de R$ 500 por transação via carteiras digitais como o Google Pay, podendo ser ajustado pelos usuários nos aplicativos bancários. O recurso utiliza tecnologia NFC e permite pagamentos apenas aproximando o celular da maquininha, sem necessidade de QR Code ou inserção manual de dados.

pesar da participação ainda pequena no total de operações, o Pix por aproximação apresenta crescimento contínuo e tende a ganhar espaço com a ampliação da oferta no comércio e o avanço das soluções digitais, consolidando-se como alternativa rápida e segura para pagamentos presenciais e corporativos.

Fonte: Banco Central do Brasil e Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init) / agência Brasil

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