Air fryer faz mal à saúde? Saiba o que diz a ciência e como usar com segurança

Especialistas explicam riscos, benefícios e cuidados no preparo de alimentos na fritadeira sem óleo.

Foto: Shutterstock.

Cada vez mais popular nas cozinhas, a air fryer é considerada uma aliada da alimentação saudável, desde que utilizada corretamente. Segundo orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estudos científicos, não há evidências de que o equipamento cause câncer, mas o preparo inadequado de certos alimentos pode gerar substâncias potencialmente nocivas.

O aparelho funciona por meio da circulação de ar quente em alta velocidade, permitindo preparar alimentos com menos gordura. No entanto, alimentos ricos em amido, como batatas e pães, podem formar acrilamida quando expostos a temperaturas acima de 120°C por períodos prolongados. Um estudo publicado na Frontiers in Nutrition apontou que a substância pode surgir em diferentes métodos de preparo, inclusive na air fryer, sem diferença estatística significativa em relação a outras formas de cozimento.

Especialistas recomendam evitar temperaturas muito altas e observar a coloração dos alimentos, que devem ficar dourados, e não queimados. Outra dica é deixar batatas de molho antes do preparo e reduzir o consumo de ultraprocessados, como nuggets e batatas congeladas, que já contêm gorduras e aditivos prejudiciais à saúde.

A manutenção do equipamento também é essencial. O uso de cestos danificados ou com resíduos pode liberar partículas indesejáveis. Ainda assim, o equipamento apresenta vantagens importantes, como a redução de até 80% da gordura nos alimentos em comparação à fritura tradicional, além de melhorar a aceitação de vegetais e reduzir calorias nas refeições.

Quando usada com moderação, limpeza adequada e controle de temperatura, a air fryer pode contribuir para uma alimentação mais equilibrada, sendo uma alternativa prática e mais saudável em relação à fritura por imersão, sem substituir métodos como o vapor, considerado referência na preservação de nutrientes.

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / Frontiers in Nutrition

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