Brasil propõe parceria com Índia para produção de remédios e vacinas durante cúpula em Nova Délhi

O ministro da Saúde discutem cooperação em medicamentos oncológicos, doenças tropicais, inteligência artificial e fortalecimento dos sistemas públicos.

Foto: Rafael Nascimento/MS.

O Brasil quer firmar parceria com a Índia para ampliar a produção de medicamentos e vacinas, com foco em remédios oncológicos e no combate a doenças tropicais. A proposta foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda oficial em Nova Délhi, em encontro bilateral na cúpula sobre inteligência artificial.

A iniciativa prevê a cooperação entre instituições públicas e empresas dos dois países, com transferência de tecnologia, estímulo à inovação e fortalecimento da produção local. A intenção é ampliar o acesso da população a medicamentos estratégicos e reduzir a dependência externa.

Em reunião com os ministros indianos da Saúde e de Medicina Tradicional, Padilha destacou que Brasil e Índia possuem sistemas públicos robustos, capacidade científica consolidada e papel estratégico no Sul Global. Segundo ele, a cooperação pode impulsionar a inovação e ampliar o acesso equitativo a tratamentos.

O ministro brasileiro também convidou a Índia a integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, defendendo uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local e colaboração solidária.

Outro eixo das conversas foi o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na gestão dos sistemas públicos de saúde. A proposta inclui intercâmbio em saúde digital para modernização do SUS, ampliação do acesso e qualificação do atendimento.

Também foi discutida a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre terapias integrativas e complementares.

Com a agenda em Nova Délhi, o governo brasileiro reforça a estratégia de ampliar alianças internacionais na área da saúde, combinando produção local, inovação tecnológica e cooperação entre países emergentes para fortalecer o acesso da população a medicamentos e vacinas.

Fontes: Ministério da Saúde / Governo Federal / agência Brasil

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