Um estudo de longa duração conduzido pela Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern (EUA), identificou a idade em que o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e aterosclerose, começa a aumentar — e mostrou diferenças relevantes entre homens e mulheres.
As doenças do coração seguem como a principal causa de morte no mundo. Segundo a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation), cerca de 20 milhões de pessoas morreram em 2023 em decorrência dessas condições, que representam aproximadamente 30% dos óbitos globais.
A pesquisa teve início na década de 1980 e acompanhou 5.112 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 30 anos. Ao longo dos anos, os participantes foram monitorados para identificar sinais precoces de problemas cardiovasculares.
Os pesquisadores observaram que, por volta dos 35 anos, já surgiam diferenças significativas no risco de ataque cardíaco entre os sexos. O levantamento apontou que 5% dos homens diagnosticados com doença cardiovascular tinham entre 50 e 51 anos, enquanto entre as mulheres a faixa etária foi de 57 a 58 anos.
Os dados indicam maior propensão masculina ao desenvolvimento de aterosclerose — condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, que dificulta a circulação sanguínea e pode provocar infarto e outras complicações cardíacas.
O estudo não conseguiu determinar com precisão por que os homens apresentam maior incidência da doença. Fatores relacionados ao estilo de vida foram analisados, mas não explicaram totalmente a diferença. A principal hipótese atual envolve questões hormonais, embora os cientistas reforcem a necessidade de novas investigações.
Os resultados reforçam a importância da prevenção, do acompanhamento médico regular e da adoção de hábitos saudáveis desde a juventude para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
Fontes: Universidade Northwestern / Faculdade de Medicina Feinberg / World Heart Federation / correio
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