Brasil inicia programa inédito da OMS para apoiar famílias de crianças com TEA no SUS

Caregiver Skills Training será implementado como política pública e pode beneficiar mais de 1.300 famílias já em 2026.

Foto: ASCOM /ISD.

O Brasil começou a implementar o Caregiver Skills Training (CST), programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltado à capacitação de familiares e cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e atraso no neurodesenvolvimento. A iniciativa torna o país o primeiro das Américas a adotar o modelo como política pública nacional.

A formação presencial foi realizada entre 2 e 6 de fevereiro de 2026, no Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD), em Macaíba (RN), reunindo profissionais do Ministério da Saúde e parceiros estratégicos. A ação integra o Programa Agora Tem Especialistas e está alinhada ao Novo Viver sem Limite, reforçando a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvido pela OMS em parceria com o UNICEF e aplicado em mais de 30 países, o CST busca qualificar pais e cuidadores para o acompanhamento diário das crianças, estimulando o desenvolvimento, reduzindo comportamentos desafiadores e ampliando o acesso à intervenção precoce, inclusive antes do diagnóstico definitivo.

Nesta etapa inicial, 26 supervisores estão sendo capacitados para formar 240 instrutores em todo o país, com impacto estimado em mais de 1.300 famílias ainda em 2026. A meta é alcançar até 72 mil famílias em 2027, conforme a adesão dos gestores locais.

O Ministério da Saúde prevê investimento de aproximadamente R$ 13 milhões até 2030 para consolidar a iniciativa, sendo cerca de R$ 2 milhões destinados já em 2026. A proposta também pretende qualificar profissionais dos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e fortalecer a Atenção Primária, contribuindo para reduzir filas e ampliar o cuidado integral no SUS.

Com a adoção do CST como política pública, o Brasil avança na promoção da intervenção precoce e no apoio direto às famílias de crianças com TEA, consolidando uma estratégia estruturante para inclusão e fortalecimento da rede pública de saúde.

Fontes: Ministério da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OMS) / Instituto Santos Dumont (ISD)

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