Anvisa apura mortes suspeitas por pancreatite associadas a canetas emagrecedoras

Brasil soma mais de 200 notificações envolvendo medicamentos usados para diabetes e obesidade.

Foto: Reprodução.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga seis mortes suspeitas por pancreatite possivelmente relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. Desde 2018, o órgão já recebeu 225 notificações desse tipo de ocorrência, segundo dados do sistema VigiMed, com registros em estados como Bahia, São Paulo, Paraná e Distrito Federal.

Os casos envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, tirzepatida, dulaglutida e lixisenatida, indicados para o tratamento de diabetes e obesidade. A Anvisa ressalta que os episódios ainda são considerados suspeitos e dependem de análise técnica para confirmação, além de reconhecer que pode haver subnotificação, já que os registros não são obrigatórios.

O tema ganhou destaque após alerta no Reino Unido, onde foram relatadas 19 mortes associadas a casos semelhantes. Em nível global, há mais de 14,5 mil notificações de pancreatite e 378 mortes relacionadas ao uso desses medicamentos. Apesar disso, autoridades sanitárias e especialistas não recomendam a interrupção do tratamento quando há prescrição e acompanhamento médico.

A Anvisa informa que mantém o monitoramento contínuo e, desde abril de 2025, passou a exigir retenção de receita para a venda desses medicamentos. Especialistas alertam para os riscos do uso de produtos manipulados ou adquiridos ilegalmente, que aumentam a chance de complicações. Fabricantes como Eli Lilly e Novo Nordisk destacam que a pancreatite consta como possível reação adversa nas bulas e orientam a busca imediata por atendimento médico diante de sintomas suspeitos.

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / VigiMed / G1 / Eli Lilly / Novo Nordisk

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