Um medicamento oral em fase final de testes clínicos demonstrou redução de 26% no risco de recorrência de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes que já sofreram o primeiro episódio. Os dados foram apresentados durante a International Stroke Conference, nos Estados Unidos, e indicam um avanço relevante na prevenção secundária do AVC.
Desenvolvido pela Bayer, o fármaco de uso diário foi avaliado em um estudo com cerca de 12 mil participantes, de 37 países, comparado ao placebo. A pesquisa envolveu pacientes com AVC isquêmico não associado a causas cardíacas e pessoas com histórico de ataque isquêmico transitório (AIT). Um dos principais resultados foi o perfil de segurança, sem aumento do risco de sangramentos intracranianos, efeito comum em terapias anteriores.
Segundo os pesquisadores, aproximadamente 25% dos sobreviventes de AVC podem sofrer um novo evento, o que reforça a importância de estratégias preventivas eficazes. O estudo, conduzido entre 2022 e 2025, integra a fase 3 de testes clínicos, etapa decisiva antes da análise por órgãos reguladores.
Apesar dos resultados positivos, o medicamento ainda precisa de aprovação de agências regulatórias, como a Anvisa, no Brasil, e a FDA, nos Estados Unidos, antes de ser disponibilizado à população. Especialistas avaliam que, se aprovado, o fármaco poderá representar um marco no tratamento preventivo do AVC.
Fontes: International Stroke Conference / Associação Americana do Coração / Estudo Oceanic-Stroke (Bayer) / CFF
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