Dormir mal eleva risco de ansiedade, depressão e doenças cardiovasculares, alertam especialistas

Insônia e apneia do sono impactam a saúde mental e física e exigem diagnóstico e tratamento adequados.

Foto: Mkt da Clínica Holiste Psiquiatria/Divulgação.

Dormir pouco ou ter um sono de má qualidade vai muito além do cansaço diário e pode desencadear ou agravar transtornos mentais, além de aumentar significativamente o risco de doenças graves, como infarto, AVC e morte súbita. Especialistas alertam que os distúrbios do sono já são considerados uma epidemia global.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde indicam que cerca de 17 milhões de brasileiros recorreram recentemente a medicamentos para dormir, muitas vezes sem orientação médica. Mulheres, idosos e pessoas com doenças crônicas lideram esse consumo, reflexo direto da dificuldade crescente em manter um sono reparador.

Segundo o psiquiatra Kayo Barboza, especialista em medicina do sono, problemas como insônia e apneia estão diretamente associados ao agravamento da ansiedade, depressão e outros transtornos psiquiátricos. A privação crônica de sono compromete o humor, a memória, a concentração e pode provocar alterações hormonais e metabólicas, elevando o risco de hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

O médico destaca que o diagnóstico precoce é fundamental e pode ser feito por meio de exames específicos, como a polissonografia, além de acompanhamento especializado e multidisciplinar. Medidas simples de higiene do sono — como manter horários regulares, evitar telas antes de dormir, reduzir cafeína à noite e criar rotinas relaxantes — também ajudam a melhorar a qualidade do descanso.

Para os especialistas, cuidar do sono é parte essencial da prevenção em saúde. Tratar apenas os sintomas emocionais ou físicos, sem corrigir os distúrbios do sono, compromete os resultados e mantém os riscos elevados a médio e longo prazo.

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS) / Pesquisa Nacional de Saúde (PNS)

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