Um levantamento recente acendeu o sinal de alerta para quem vai às compras: alimentos presentes diariamente na mesa dos brasileiros aparecem entre os que mais concentram resíduos de agrotóxicos acima do permitido ou até com substâncias proibidas no país.
Dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mostram que pepino, laranja e couve lideram o ranking de irregularidades, seguidos por outros itens amplamente consumidos. O estudo analisou mais de 3 mil amostras coletadas em 88 municípios, inclusive na Bahia.
Segundo o relatório referente a 2024, divulgado em dezembro de 2025, cerca de 20% das amostras avaliadas foram consideradas insatisfatórias, seja pelo uso de pesticidas não autorizados ou por concentrações acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR). Especialistas alertam que crianças, gestantes e idosos são mais vulneráveis aos efeitos desses produtos, mesmo quando dentro dos limites legais.
Para reduzir a ingestão de agrotóxicos, nutricionistas e químicos recomendam algumas medidas simples no consumo doméstico: lavar frutas e verduras em água corrente, esfregar cascas com escova macia, retirar partes externas de folhas e deixar os alimentos de molho por cerca de 20 minutos em solução de vinagre (uma parte para três de água) ou bicarbonato de sódio (uma colher para um litro de água). Sempre que possível, a orientação é priorizar alimentos orgânicos, da agricultura familiar e de produtores locais, além de variar a alimentação para não concentrar a ingestão de um mesmo produto contaminado.
Especialistas também defendem o fortalecimento da agroecologia como alternativa sustentável, capaz de reduzir o uso de pesticidas e os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, sem comprometer a produção de alimentos.
Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) / Universidade Federal da Bahia (Ufba) / Ministério Público da Bahia (MP-BA)
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