Medicamentos considerados simples e de uso rotineiro podem se tornar perigosos com o avanço da idade. Isso ocorre porque, ao envelhecer, o organismo passa a absorver, metabolizar e eliminar substâncias de forma diferente, aumentando o risco de efeitos colaterais, principalmente quando o uso é contínuo e prolongado. Segundo o site thealliance health, há grupos específicos de remédios que oferecem riscos maiores para adultos mais velhos, especialmente por causarem efeitos que impactam diretamente a qualidade de vida.
Especialistas alertam que muitos idosos utilizam remédios diariamente, inclusive os vendidos sem prescrição médica, sem avaliar os impactos a longo prazo. Entre os principais cuidados está evitar a automedicação, informar sempre ao médico todos os medicamentos em uso e realizar revisões periódicas da prescrição para ajustar doses ou substituir substâncias mais seguras.
Anti-histamínicos mais antigos, muito usados para alergias, gripes e até para induzir o sono, podem provocar confusão mental, sonolência excessiva, visão turva e dificuldade para urinar. Quando utilizados por longos períodos, esses efeitos podem se intensificar, comprometendo a autonomia e aumentando o risco de quedas.
Os relaxantes musculares também exigem cautela. Embora frequentemente indicados para dores e espasmos, em idosos eles podem causar tontura, fraqueza e desorientação, sobretudo quando usados por tempo prolongado. Esses efeitos elevam significativamente o risco de acidentes domésticos e fraturas.
Para reduzir os riscos, a recomendação é que pessoas idosas façam acompanhamento médico regular, evitem o uso prolongado de medicamentos sem orientação profissional e fiquem atentas a sinais como confusão, sonolência excessiva ou alterações urinárias. O cuidado com o uso contínuo de remédios é essencial para preservar a saúde, a segurança e a qualidade de vida na terceira idade.
Fontes: site thealliance health / Especialistas em Geriatria / correio*
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