O mercado financeiro passou a trabalhar com um cenário de redução gradual da taxa básica de juros, inflação dentro da meta e perda de ritmo da atividade econômica ao longo de 2026. As estimativas constam do primeiro Boletim Focus divulgado neste ano pelo Banco Central, que reúne projeções de mais de 100 instituições financeiras.
De acordo com os analistas, a política monetária restritiva deve começar a perder força, abrindo espaço para a queda da Selic após ter encerrado 2025 no patamar de 15% ao ano. A expectativa é que a taxa chegue a 12,25% ao fim de 2026, com novas reduções previstas para os anos seguintes, desde que a inflação siga comportada e o cenário fiscal permaneça estável.
As projeções para a inflação continuam dentro do intervalo da meta contínua, cujo centro é de 3%, com teto de 4,5%. Para 2026, o mercado estima inflação em torno de 4,06%, sinalizando controle dos preços após períodos de maior pressão inflacionária.
No entanto, o crescimento econômico deve perder fôlego. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 é de expansão de 1,80%, índice inferior ao registrado nos anos anteriores e o mais baixo em um intervalo de cinco anos. O desempenho mais fraco é atribuído aos juros ainda elevados e às incertezas típicas de um ano eleitoral.
Em relação ao câmbio, a expectativa é de estabilidade. Após forte queda em 2025, o dólar deve encerrar 2026 próximo de R$ 5,50, refletindo tanto o cenário internacional quanto as perspectivas para a política econômica brasileira.
Fontes: Banco Central do Brasil / Boletim Focus
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