Um estudo brasileiro revelou que o transplante de medula óssea realizado com doadores familiares parcialmente compatíveis apresenta o mesmo nível de segurança e eficácia dos procedimentos feitos com doadores totalmente compatíveis encontrados em bancos internacionais. A descoberta representa um avanço significativo para pacientes que aguardam na fila por um transplante.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), teve seus resultados apresentados durante o congresso anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH), nos Estados Unidos, e contou com validação do Centro Internacional de Transplante de Medula Óssea (CIBMTR).
Segundo os pesquisadores, o principal benefício para a população é a ampliação das chances de tratamento, especialmente no Brasil, onde a diversidade genética dificulta a identificação de doadores 100% compatíveis. Com a comprovação de que um familiar parcialmente compatível pode ser um doador seguro, muitos pacientes passam a ter acesso mais rápido ao transplante, reduzindo o tempo de espera e aumentando as possibilidades de cura de doenças graves, como leucemias.
O estudo analisou dados de 501 pacientes atendidos em 21 hospitais brasileiros entre 2018 e 2021. Após cerca de dois anos de acompanhamento, não foram observadas diferenças relevantes na sobrevida, no risco de retorno da doença ou nos efeitos adversos entre os transplantes realizados com doadores totalmente compatíveis e aqueles com doadores parcialmente compatíveis.
Os resultados reforçam que essa alternativa é viável, eficaz e segura, trazendo esperança a milhares de pessoas que dependem do transplante de medula óssea como única chance de tratamento e sobrevivência.
Fontes: Hospital Israelita Albert Einstein / Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) / Bahia Notícias
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