O ano de 2026 começou com novos desafios para o bolso dos brasileiros. Desde a última quinta-feira (1º), entrou em vigor um reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha, elevando os preços finais pagos pelos consumidores em todo o país.
A atualização da alíquota foi aprovada ainda em setembro do ano passado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e representa o segundo aumento consecutivo do tributo em menos de um ano. Em fevereiro de 2025, os combustíveis já haviam passado por uma elevação da carga tributária.
De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a definição do reajuste considerou a variação dos preços médios mensais apurados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), comparando dados entre fevereiro e agosto de 2025 com o mesmo período de 2024.
Diante desse cenário, a população busca formas de amenizar os efeitos da alta no dia a dia. Entre as principais orientações estão:
- Pesquisar preços em diferentes postos e distribuidoras de gás antes da compra;
- Reduzir o uso do veículo, priorizando transporte público, caronas solidárias ou trajetos a pé e de bicicleta quando possível;
- Manter a manutenção do carro em dia, como calibragem dos pneus e revisão do motor, o que ajuda a diminuir o consumo de combustível;
- Adotar hábitos de economia no uso do gás, como cozinhar com panela tampada, usar a chama adequada e planejar as refeições;
- Avaliar, quando viável, alternativas energéticas, como fogões elétricos ou de indução, respeitando a realidade de cada família.
Mesmo com o aumento tributário, especialistas reforçam que pequenas mudanças de comportamento podem contribuir para reduzir os gastos mensais, enquanto o tema segue em debate entre governos estaduais, setor produtivo e consumidores.
Fontes: Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) / Comsefaz / ANP
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