Onda de calor começa a perder força, mas exige cuidados redobrados da população

Temperaturas extremas seguem até o fim de semana e mais de 1,4 mil municípios permanecem em alerta máximo.

Foto: Freepik.

A forte onda de calor que atinge o Brasil no fim de dezembro de 2025 e mantém o país em alerta máximo começa a dar sinais de enfraquecimento nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Climatempo, o pico das temperaturas ocorre entre este sábado (27) e domingo (28), com redução gradual do calor prevista a partir de terça-feira (30).

O fenômeno é provocado por uma massa de ar quente e seco estacionada sobre o Brasil Central, que impede a entrada de umidade e eleva as temperaturas até 5°C acima da média em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Em regiões do interior paulista e no Pantanal, os termômetros podem chegar a 42°C.

O alívio térmico começa com o avanço de uma frente fria vinda da Argentina, que atinge o Rio Grande do Sul no domingo à noite, trazendo queda de temperatura e chuvas isoladas no Sul. Nos dias seguintes, o sistema avança pelo Paraná e alcança São Paulo, contribuindo para a dissipação do “domo de calor” e redução significativa das máximas, inclusive na capital paulista. A instabilidade também chega ao Rio de Janeiro e a Minas Gerais, com previsão de temperaturas mais amenas na virada do ano, embora haja risco de pancadas de chuva no Sudeste.

Enquanto o calor extremo persiste, o Inmet mantém o alerta vermelho para mais de 1,4 mil municípios. Os principais riscos envolvem baixa umidade do ar, aumento de problemas respiratórios, maior risco de queimadas, sobrecarga no consumo de energia e impactos à saúde. Especialistas orientam a população a reforçar a hidratação, evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h, usar roupas leves, manter ambientes ventilados e proteger grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.

Apesar da melhora no curto prazo, meteorologistas alertam que o verão de 2026 deve registrar novas ondas de calor intensas, associadas ao aquecimento global, reforçando a importância de atenção contínua aos avisos oficiais.

Fontes: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) / Climatempo / Defesa Civil

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