Quatro hábitos essenciais ajudam a prevenir AVC e salvar milhares de vidas no Brasil

Especialistas alertam que mudanças no estilo de vida, aliadas a ações do poder público, podem reduzir drasticamente os casos da doença.

Foto: Freerange.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) permanece entre as principais causas de morte no Brasil e, somente em 2024, provocou cerca de 85 mil óbitos, segundo a Sociedade Brasileira de AVC — número superior ao registrado por infarto. Apesar do cenário preocupante, neurologistas ressaltam que grande parte dos casos poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular.

Especialistas explicam que o AVC não ocorre por acaso. Condições como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, além de sedentarismo, alimentação inadequada e estresse crônico, aumentam de forma significativa o risco da doença. O controle dessas enfermidades é apontado como um dos pilares da prevenção, já que elas provocam o desgaste das artérias e favorecem o entupimento ou rompimento dos vasos cerebrais. De acordo com o neurologista Bruno Diógenes, tratar corretamente essas condições reduz tanto o risco de AVC isquêmico quanto hemorrágico.

Outro fator essencial é a alimentação equilibrada, baseada no consumo de frutas, verduras, legumes e fibras, que ajudam a reduzir o colesterol e a controlar a glicemia, protegendo o sistema circulatório. A prática regular de atividade física, com pelo menos 150 minutos semanais, também é fundamental para controlar o peso, a pressão arterial e melhorar a saúde do coração, além de contribuir para um sono de melhor qualidade e redução de inflamações.

O controle do estresse e o cuidado com a saúde mental completam a lista de hábitos preventivos. O estresse crônico, cada vez mais frequente inclusive entre jovens, eleva a pressão arterial e dificulta a adoção de rotinas saudáveis, tornando o apoio psicológico e psiquiátrico um importante aliado na prevenção.

Para reduzir os índices de AVC no país, especialistas defendem a atuação conjunta da população e dos governos. Enquanto os cidadãos devem adotar hábitos saudáveis e manter exames em dia, o poder público precisa investir em campanhas de conscientização, fortalecimento da atenção básica, incentivo à prática esportiva e políticas de prevenção e diagnóstico precoce. A combinação dessas medidas pode salvar milhares de vidas e diminuir significativamente os impactos da doença no Brasil.

Fontes: Sociedade Brasileira de AVC / Especialistas em Neurologia

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