A onda de calor que marcou a semana do Natal continua atuando sobre estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil e deve se estender até a próxima segunda-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão emitiu alerta vermelho para áreas onde os termômetros permanecem até 5 °C acima da média por vários dias consecutivos, cenário que representa risco elevado à saúde e à vida.
Especialistas alertam que o calor intenso pode provocar desde mal-estar e queda de pressão até quadros graves de falência térmica. De acordo com médicos, o organismo humano passa a trabalhar no limite, aumentando a sudorese, acelerando os batimentos cardíacos e dilatando os vasos sanguíneos. Quando esses mecanismos falham, o corpo perde a capacidade de regular a temperatura.
O risco é ainda maior para idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas — como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e renais — e para quem faz uso de determinados medicamentos, como diuréticos e anti-hipertensivos. Estudos da Fiocruz já apontam relação direta entre calor extremo e aumento da mortalidade, especialmente no Rio de Janeiro.
Para reduzir os impactos das altas temperaturas, especialistas recomendam uma série de medidas simples, mas essenciais:
- Hidratação constante, com ingestão frequente de água, mesmo sem sede, evitando bebidas alcoólicas;
- Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade térmica;
- Usar roupas leves e claras, que facilitam a ventilação do corpo;
- Manter ambientes frescos, fechando cortinas e janelas durante o dia e abrindo à noite para ventilação;
- Evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes e fazer pausas frequentes, especialmente para quem trabalha ao ar livre;
- Ficar atento aos sinais de alerta, como tontura, confusão mental, náusea e fraqueza, buscando atendimento médico imediato se necessário.
As autoridades reforçam que não há adaptação completa do corpo a ondas de calor prolongadas e repetidas. Por isso, a prevenção, a informação e a adoção de cuidados diários são fundamentais para atravessar esse período com mais segurança.
Fontes: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) / Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) / agência Brasil
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