As taxas de juros para os consumidores voltaram a subir em novembro, acendendo um sinal de alerta para as famílias brasileiras. Dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central mostram avanço significativo em modalidades de alto custo, como o crédito pessoal não consignado, que superou 106% ao ano, e o cartão de crédito, com juros acima de 180% no parcelado e mais de 440% no rotativo.
Esse tipo de endividamento ocorre, em geral, quando o consumidor não paga o valor total da fatura e entra no rotativo do cartão, que depois é automaticamente parcelado, mantendo taxas elevadas e fazendo a dívida crescer rapidamente. No acumulado de 12 meses, a taxa média do crédito livre para as famílias já se aproxima de 60% ao ano, enquanto as empresas registraram leve redução mensal nos juros.
A alta acompanha o atual ciclo de aperto monetário, com a taxa Selic fixada em 15% ao ano, no maior nível desde 2006, o que encarece o crédito e pesa diretamente no orçamento doméstico. Diante desse cenário, especialistas recomendam cautela na contratação de empréstimos, comparação de taxas e atenção ao Custo Efetivo Total (CET), além de evitar ofertas de crédito fácil e o uso do rotativo do cartão.
O Banco Central também alerta que o endividamento e o comprometimento da renda das famílias seguem em crescimento, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e uso consciente do crédito em um ambiente de juros elevados.
Fonte: Banco Central do Brasil (BC) / agência Brasil
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