Aeronautas avaliam proposta e indicam greve nacional a partir de janeiro

Categoria cobra reajuste salarial, melhores condições de trabalho e valorização profissional para evitar paralisação.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Pilotos, copilotos, comissários de bordo e demais profissionais que atuam em voos comerciais regulares podem iniciar uma greve nacional a partir de 1º de janeiro, caso não haja acordo nas negociações salariais. A deflagração do movimento ainda depende do resultado de assembleias convocadas pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

Segundo o sindicato, uma nova proposta apresentada em audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST) será analisada em assembleia online, com votação marcada entre os dias 26 e 28 de dezembro. Se o texto for rejeitado, a categoria se reúne novamente no dia 29, em assembleia presencial em São Paulo, quando poderá confirmar a paralisação no início de 2026.

A proposta em debate prevê reajuste salarial de 4,68%, resultado da recomposição da inflação pelo INPC somada a um ganho real de 0,5%, além de aumento de 8% no vale-alimentação e ajustes em outros benefícios. O TST informou que o texto foi construído de forma conjunta entre representantes dos trabalhadores e das empresas.

Para não entrarem em greve, os aeronautas reivindicam, além da recomposição integral das perdas inflacionárias, valorização real dos salários, melhoria nos benefícios, jornadas mais equilibradas, respeito aos períodos de descanso, previsibilidade nas escalas de trabalho e condições que preservem a saúde física e mental da categoria. Os profissionais também cobram maior segurança jurídica nas relações de trabalho e reconhecimento da alta responsabilidade exercida nas operações aéreas.

O presidente do SNA, Tiago Rosa, afirmou que a categoria está organizada e preparada para a paralisação, mas destacou que ainda aposta no diálogo. Do lado das empresas, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informou que espera a aprovação da proposta, avaliando que houve avanços significativos nas negociações.

Caso o acordo seja aceito, as partes devem formalizar a assinatura até o dia 30 de dezembro, encerrando o risco de greve no setor aéreo.

Fonte: Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) / Tribunal Superior do Trabalho (TST) / Snea / agânciaBrasil

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