Com a chegada do verão e das altas temperaturas, cresce o alerta para o aumento dos casos de acidente vascular cerebral (AVC). Profissionais explicam que o calor excessivo favorece a desidratação, deixando o sangue mais espesso e aumentando a possibilidade de formação de coágulos, principal causa do AVC isquêmico, o tipo mais comum da doença.
Além disso, o calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode reduzir a pressão arterial e favorecer arritmias cardíacas, condição que também contribui para o surgimento de coágulos capazes de atingir o cérebro. O cenário se agrava no período de férias, quando muitas pessoas relaxam nos cuidados com a saúde, aumentam o consumo de álcool e, em alguns casos, deixam de tomar medicamentos de uso contínuo.
Doenças típicas do verão, como gastroenterites, insolação e esforço físico excessivo, também entram na lista de fatores de risco. O tabagismo segue como um dos principais agravantes, pois compromete os vasos sanguíneos e aumenta tanto o risco de AVC isquêmico quanto hemorrágico.
Como se proteger no calor
Profissionais reforçam que a prevenção é fundamental e pode salvar vidas. Entre as principais recomendações estão:
- Manter hidratação constante, bebendo água ao longo do dia;
- Evitar consumo excessivo de álcool, que intensifica a desidratação;
- Controlar a pressão arterial e seguir corretamente os tratamentos médicos;
- Praticar atividade física com moderação, preferencialmente em horários mais frescos;
- Adotar alimentação equilibrada e evitar o tabagismo;
- Buscar atendimento imediato ao perceber sinais como fraqueza em um lado do corpo, fala alterada, perda de visão ou tontura intensa.
O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo, mas especialistas destacam que há prevenção e tratamento eficaz, sobretudo quando o atendimento ocorre rapidamente. Reconhecer os sintomas e agir sem demora pode fazer toda a diferença.
Fonte: Agência Brasil / Especialistas em Neurologia
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