O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os Correios devem permanecer sob controle do Estado, mas destacou a necessidade de parcerias com empresas públicas e privadas para ampliar receitas e viabilizar a recuperação financeira da estatal. Segundo ele, a presença dos Correios em quase todos os municípios brasileiros cria oportunidades para novos negócios, como a oferta de serviços financeiros, a exemplo de seguros e previdência, em cooperação com instituições como a Caixa Econômica Federal.
Haddad ressaltou que qualquer operação de crédito dependerá de autorização do Tesouro Nacional e seguirá critérios rigorosos. Propostas com juros elevados já foram rejeitadas, e o governo não aceita garantias para empréstimos acima de 120% do CDI. A medida visa evitar o agravamento da crise e garantir que os recursos sejam usados em uma reorganização estrutural, e não apenas para cobrir déficits.
A situação financeira dos Correios se agravou nos últimos anos. O prejuízo passou de R$ 633 milhões em 2023 para R$ 2,6 bilhões em 2024, e o déficit acumulado em 2025 já chega a R$ 6 bilhões, com projeção de até R$ 10 bilhões até o fim do ano. Inicialmente, a empresa solicitou um empréstimo de até R$ 20 bilhões, mas o diagnóstico mais preciso só foi possível após a troca na diretoria, em setembro.
O Presidente da República reforçou que não haverá privatização dos Correios, embora admita parcerias e modelos de economia mista. Ele atribuiu parte da crise a gestões anteriores e afirmou que novas medidas podem ser adotadas para preservar o papel estratégico da estatal, responsável por garantir a universalização do serviço postal em todo o país.
Fonte: Ministério da Fazenda
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