A terapia de reposição hormonal (TRH), usada para aliviar sintomas da menopausa como ondas de calor, insônia e alterações de humor, ainda gera dúvidas quando o assunto é câncer de mama. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que a doença é a mais frequente entre mulheres no Brasil, o que reforça a necessidade de informação clara e baseada em evidências.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o risco pode variar conforme o tipo de reposição, o tempo de uso e o histórico de saúde da paciente. A terapia combinada, com estrógeno e progesterona, pode elevar o risco quando utilizada por longos períodos, mas isso não significa que toda reposição hormonal cause câncer.
O ginecologista Dr. Jorge Valente destaca que a TRH deve ser indicada de forma personalizada. Segundo ele, generalizações criam medo e afastam mulheres de tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida quando bem acompanhados.
Nesse contexto, autoridades públicas de saúde têm papel essencial para esclarecer a população feminina. Campanhas educativas contínuas, capacitação de profissionais da Atenção Primária, acesso facilitado a exames preventivos, como mamografia, e divulgação de informações confiáveis ajudam a combater mitos, incentivar o diagnóstico precoce e orientar sobre riscos e benefícios da reposição hormonal.
Entidades internacionais, como a North American Menopause Society (NAMS) e a FIGO, reforçam que, com indicação correta e monitoramento médico, a terapia pode ser segura. Além disso, especialistas ressaltam que a TRH deve caminhar junto a hábitos saudáveis, como atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento regular da saúde da mulher.
Fontes: INCA / Sociedade Brasileira de Mastologia
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