Brasil reforça vigilância contra nova cepa da gripe e orienta prevenção para conter avanço

Ministério da Saúde intensifica monitoramento da Influenza A (H3N2) e destaca vacinação e cuidados coletivos para manter contágio em níveis baixos.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

Diante do alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta crescimento de casos e hospitalizações por gripe no hemisfério norte, o Ministério da Saúde reforçou as medidas de vigilância em todo o Brasil, com atenção especial à Influenza A (H3N2), sobretudo ao subclado K, mais recorrente na América do Norte.

Até o momento, foram registrados quatro casos no país: um importado no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, ainda sob investigação para confirmação da origem. Segundo a pasta, a situação segue sob controle, sem indícios de maior gravidade associados à variante, mas com circulação mais intensa do vírus em alguns países.

A vigilância ocorre por meio do acompanhamento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com diagnóstico precoce, notificação imediata de eventos incomuns e reforço das estratégias de prevenção. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas atualizadas e antivirais gratuitos, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com comorbidades.

Para manter o contágio em patamar baixo, o governo orienta a ampliação da cobertura vacinal, o fortalecimento da comunicação em saúde e a rápida resposta dos serviços diante de surtos locais. Já a população deve colaborar adotando medidas simples e eficazes, como manter a vacinação em dia, usar máscara ao apresentar sintomas, higienizar as mãos com frequência, garantir boa ventilação dos ambientes e procurar atendimento ao surgirem sinais de agravamento, como falta de ar.

Profissionais reforçam que a hesitação vacinal contribui para maior circulação do vírus. A adesão à imunização anual segue sendo a principal forma de evitar casos graves e reduzir hospitalizações, protegendo não apenas o indivíduo, mas toda a comunidade.

Fontes: Ministério da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OMS) / agência Brasil

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