Feminicídios disparam na Bahia e expõem urgência de ações mais duras do poder público

Casos crescem, ocorrem principalmente dentro de casa e revelam padrão de violência extrema; profissionais defendem políticas integradas para reduzir os números.

Foto: Shutterstock.

O crescimento dos casos de feminicídio na Bahia tem preocupado autoridades e a sociedade. Entre janeiro e outubro deste ano, 370 feminicídios foram consumados ou tentados, número 33,5% maior do que todo o ano de 2024, quando foram registrados 277 casos, segundo o Monitor de Feminicídios no Brasil. A maioria dos crimes acontece nos fins de semana, durante o dia e, principalmente, dentro das residências das vítimas.

Diante desse cenário, o Governo do Estado da Bahia tem intensificado uma série de medidas para enfrentar a violência de gênero e reduzir de forma definitiva esses números. Entre as principais ações estão a expansão da rede de atendimento às mulheres, com ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), funcionamento 24 horas em unidades estratégicas e fortalecimento do acolhimento psicossocial.

Outra frente importante é o reforço das medidas protetivas, com integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e Judiciário para garantir respostas mais rápidas às denúncias, além do uso de monitoramento eletrônico de agressores em casos de maior risco. O estado também investe em rondas da Operação Ronda Maria da Penha, que acompanha mulheres sob medida judicial e atua de forma preventiva.

O governo baiano ainda aposta em campanhas educativas permanentes, ações nas escolas e capacitação de profissionais da segurança, saúde e assistência social, com foco na identificação precoce da violência e no combate à cultura machista e misógina. Programas de autonomia econômica para mulheres, especialmente em situação de vulnerabilidade, também fazem parte da estratégia para reduzir a dependência financeira, um dos fatores que dificultam o rompimento de relações abusivas.

Profissionais ressaltam que o enfrentamento ao feminicídio exige ações contínuas e integradas. O Estado avalia que o fortalecimento das políticas públicas, aliado à participação da sociedade e à denúncia, é fundamental para proteger vidas e transformar uma realidade marcada pela violência extrema contra mulheres.

Fontes: Monitor de Feminicídios no Brasil (LESFEM/UEL) / Governo do Estado da Bahia

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