Surto de conjuntivite avança na Bahia e acende alerta sobre hábitos de higiene

Aumento de casos em Salvador, Região Metropolitana e interior expõe fatores climáticos e comportamentais que favorecem a disseminação da doença.

Foto: Divulgação.

O crescimento expressivo dos casos de conjuntivite em Salvador, cidades da Região Metropolitana — como Simões Filho e Lauro de Freitas — e municípios do interior, a exemplo de Barreiras e Jequié, levou secretarias municipais de saúde a emitirem alertas e, em algumas localidades, a classificarem a situação como surto. Registros ao longo de 2025, incluindo os meses de julho e dezembro, apontam alta procura por atendimento nas unidades de saúde.

Na capital baiana, postos de saúde relatam aumento significativo da demanda por sintomas típicos da inflamação ocular, enquanto em Barreiras centenas de casos foram contabilizados em apenas um mês, refletindo inclusive na maior venda de medicamentos nas farmácias. Em Jequié, a preocupação é reforçada por episódios anteriores de epidemia viral, que chegaram a atingir famílias inteiras.

A conjuntivite, geralmente causada por adenovírus neste período mais frio e chuvoso, é altamente contagiosa. Entre os sintomas mais comuns estão olhos avermelhados, lacrimejamento excessivo, sensação de areia, secreção ocular, inchaço das pálpebras, visão embaçada e sensibilidade à luz. Embora fatores como clima, fumaça, poluição e produtos químicos contribuam para o aumento dos casos, especialistas destacam que o estilo de vida urbano e a falta de cuidados básicos de higiene têm papel decisivo na propagação da doença.

Segundo a oftalmologista e professora da Afya Salvador, Dra. Daiane Gil, hábitos como não higienizar as mãos com frequência, automedicação, compartilhamento de objetos pessoais (toalhas, maquiagens, fronhas e lenços), dormir com maquiagem nos olhos, uso inadequado de colírios e aglomerações em ambientes como academias, praias e transporte coletivo ampliam o risco de contágio. Ela ressalta ainda que existem diferentes tipos de conjuntivite — viral, bacteriana, alérgica e química — e que as virais, mais comuns neste período, costumam regredir em cerca de uma semana, apesar do alto poder de transmissão.

As autoridades de saúde reforçam medidas preventivas, como lavar as mãos regularmente, evitar tocar ou coçar os olhos, não compartilhar objetos pessoais e reduzir aglomerações, como estratégias essenciais para conter a disseminação da doença em todo o estado.

Fontes: Secretarias Municipais de Saúde

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