A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo teste rápido para hantavirose, capaz de confirmar a infecção em até 20 minutos. A tecnologia é considerada um avanço no enfrentamento da enfermidade, que mantém alta taxa de mortalidade no país — cerca de 40% dos infectados não sobrevivem.
Chamado TR Hantavírus IgM Bio-Manguinhos, o teste foi desenvolvido com tecnologia brasileira e financiamento público pela Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Instituto Oswaldo Cruz), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A aprovação reconhece sua eficácia, segurança e qualidade, além de liberar a comercialização. O kit inclui material para coleta de sangue e solução reagente.
Segundo a Fiocruz, a autorização permitirá ampliar a produção conforme a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). “Bio-Manguinhos está preparado para aumentar a fabricação conforme a necessidade do país”, afirma Edimilson Domingos da Silva, gerente de Desenvolvimento de Reativos para Diagnóstico.
Com resultado rápido, o teste possibilita início imediato do tratamento, evitando complicações provocadas pela rápida progressão da doença. Também melhora a triagem em unidades de urgência, agilizando atendimentos, e contribui para a detecção precoce de surtos, fortalecendo o controle epidemiológico.
Outra vantagem é a facilidade de uso, o que permite ampliar o acesso ao diagnóstico em áreas remotas ou com pouca infraestrutura, acelerando a confirmação de casos em regiões vulneráveis.
A hantavirose é definida pelo Ministério da Saúde como uma zoonose viral aguda, capaz de evoluir para síndrome cardiopulmonar grave. No Brasil, a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, saliva e fezes de roedores silvestres.
A Fiocruz destaca que os casos estão frequentemente associados a contato com ratos do mato e atividades rurais, como limpeza de galpões, desmatamento, aragem da terra, plantio e ecoturismo em áreas de mata.
O novo teste representa um reforço importante para o diagnóstico precoce, aumento das chances de sobrevivência e fortalecimento da vigilância em saúde no país.
Fontes: Fiocruz / Anvisa / agência Brasil
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