Bahia registra alta internação de jovens por transtornos mentais e estudo aponta urgência de ações governamentais

Relatório da Fiocruz revela maior impacto entre jovens de 25 a 29 anos e reforça a necessidade de investimentos públicos.

Foto: Imagem Ilustrativa. Marcello Casal/Agência Brasil.

A Bahia voltou a liderar a taxa de internações por transtornos mentais na juventude. De acordo com o Informe II – Saúde Mental, da Fiocruz, o grupo de 25 a 29 anos apresentou o maior índice entre janeiro de 2022 e novembro de 2023, com 291,8 internações por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem jovens de 20 a 24 anos, com 246,5 por 100 mil habitantes, evidenciando forte impacto entre adultos jovens.

O relatório também mostra que pessoas com mais de 30 anos representaram 242,5% das internações, enquanto menores de 15 anos somaram 10%. A predominância é masculina: entre 15 e 29 anos, a taxa chega a 429,7 internações por 100 mil habitantes, quase três vezes mais que o índice feminino, de 146,5. Apesar disso, a Bahia está entre os quatro estados com menores taxas de internação juvenil no país.

Na Atenção Primária, o estado figura novamente entre os menores percentuais: 6,87% dos atendimentos foram relacionados à saúde mental, abaixo da média nacional de 11,34%. No período, foram mais de 417 mil atendimentos, dentro de um total superior a 6 milhões.

Diante do cenário, especialistas defendem que governos em todas as esferas adotem medidas urgentes, como ampliar serviços especializados, reforçar equipes com psicólogos e psiquiatras, criar programas de prevenção nas escolas, intensificar campanhas de conscientização e integrar políticas entre Saúde, Educação e Assistência Social para reduzir riscos e desigualdades.

Fontes: Fiocruz / Informe II Saúde Mental

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