Pix completa cinco anos com novas funções e se consolida como principal meio de pagamento no Brasil

Banco Central amplia recursos do sistema com Pix Automático, Pix por Aproximação e Pix Parcelado, reforçando inclusão financeira e inovação digital.

Foto: Diego Thomazini | Shutterstock.

Em novembro de 2025, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil (BCB), completa cinco anos de operação consolidando-se como o meio de pagamento mais utilizado no país. Lançado em 2020, o serviço segue em constante evolução e ganhou novas funcionalidades em 2025, ampliando sua presença no cotidiano de milhões de brasileiros.

Segundo o Banco Central, o Pix movimenta cifras recordes e já é o principal motor da inclusão financeira no Brasil. Em setembro de 2025, o sistema registrou 290 milhões de transações em um único dia, somando R$ 164,8 bilhões, o maior volume já contabilizado.

De acordo com a pesquisa “Brasilidades – Quantos Brasis cabem no Brasil?”, da MindMiners, 73% dos brasileiros afirmam que o Pix é o método de pagamento mais usado em seu dia a dia.

Novas funcionalidades do Pix em 2025

Em 2025, o Banco Central introduziu 4 grandes novidades no sistema:

Pix Automático (lançado em junho): Permite o pagamento recorrente automático de contas como luz, água, aluguel ou mensalidades. O usuário autoriza uma única vez, e os débitos são realizados nas datas de vencimento.

Pix por Aproximação (desde fevereiro): Baseado na tecnologia NFC (Near Field Communication), possibilita pagar apenas encostando o celular na maquininha, sem precisar abrir o aplicativo ou digitar dados.

Pix Agendado: Oferece a opção de programar transferências futuras, semelhante a um boleto ou TED agendado. Pode ser cancelado antes da data de execução.

Pix Parcelado (previsto para outubro): Permitirá parcelar pagamentos diretamente no Pix, mesmo sem cartão de crédito. O recebedor recebe o valor total na hora, e o pagador divide o custo em parcelas.

Impacto na economia e nos negócios

Estudos da Ebanx/PCMI indicam que o Pix deve superar os cartões de crédito no e-commerce até o fim de 2025, respondendo por 44% das transações online.

Para o setor empresarial, o recurso representa redução de custos, mais controle de caixa e segurança nas operações. Para os consumidores, o Pix traz autonomia, praticidade e acesso ao sistema financeiro formal.

“O Pix virou sinônimo de acesso. Ele incluiu milhões de pessoas no sistema bancário e agora entra no campo do planejamento financeiro, especialmente para quem nunca teve cartão de crédito”, destaca Murilo Rabusky, diretor de Negócios da Lina Open X, fintech brasileira.

Benefícios diretos das novas funções

- Facilidade nas contas recorrentes: O Pix Automático evita esquecimentos e atrasos em pagamentos fixos.

- Parcelamento sem cartão: O Pix Parcelado amplia o acesso ao crédito de forma rápida e regulada pelo Banco Central.

Pagamentos instantâneos para lojistas: O comerciante recebe o valor integral no momento da transação.

Pagamentos sem toque: A função NFC aumenta a agilidade em compras presenciais.

Transparência e segurança: O Pix Parcelado trará simulação padronizada de juros e custos, facilitando comparações entre bancos.

Mais segurança para o usuário

O Banco Central também lançou o botão de contestação, que permite denunciar transações suspeitas diretamente no aplicativo do banco. A função gera um alerta automático ao banco do recebedor, possibilitando bloqueio preventivo dos valores e ampliando a proteção contra fraudes.

O futuro do Pix: 2026 e além

Com as novas modalidades, o Pix caminha para se tornar uma plataforma completa de gestão financeira. Para 2026, o Banco Central planeja integrar o sistema a carteiras digitais, operações internacionais e reforçar a segurança cibernética.

Especialistas projetam que o Pix substituirá gradualmente os cartões em compras de pequeno e médio valor, consolidando-se como o principal instrumento de pagamento e crédito instantâneo do país.

Link Notício: https://www.correio24horas.com.br/economia/4-novidades-do-pix-neste-ano-e-os-seus-beneficios-1025

Fontes: Banco Central do Brasil / Folha de S. Paulo / MindMiners – Pesquisa “Brasilidades

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