Ciência brasileira desenvolve vacinas experimentais contra dengue e malária

Pesquisas da UFMG exploram tecnologias inovadoras para ampliar a proteção contra doenças transmitidas por mosquitos; imunizantes ainda precisam passar por etapas de testes e validação.

Foto: Money Sharma | AFP.

Pesquisadores do Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolvem quatro projetos científicos voltados à criação de vacinas contra dengue e malária. As iniciativas utilizam diferentes estratégias, incluindo tecnologia de RNA mensageiro e imunizantes direcionados a múltiplos sorotipos e espécies dos agentes causadores dessas doenças.

Pesquisas buscam ampliar a proteção contra a dengue

Uma das frentes de investigação tem como objetivo desenvolver uma vacina quadrivalente contra a dengue, capaz de oferecer proteção contra os quatro sorotipos conhecidos do vírus. A proposta busca contribuir para o enfrentamento de novos surtos e reduzir os impactos da doença, que representa um desafio para a saúde pública brasileira.

Outra linha de pesquisa utiliza a tecnologia de RNA mensageiro. A estratégia consiste em fornecer instruções genéticas temporárias para que as células produzam um componente capaz de estimular a resposta imunológica. O objetivo é desenvolver uma alternativa de imunização com potencial de resposta rápida e perfil de segurança adequado.

Vacinas contra malária têm foco na Amazônia

As pesquisas também contemplam a malária, doença transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles. Na Região Amazônica, a enfermidade permanece como um importante problema de saúde pública, especialmente devido à recorrência das infecções.

Um dos projetos busca desenvolver uma vacina com proteção contra diferentes tipos do parasita causador da malária. A iniciativa pretende ampliar a abrangência dos imunizantes, considerando a diversidade dos agentes responsáveis pela doença.

Outra pesquisa é a Vivaxin, desenvolvida pelo CTVacinas em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP). O imunizante tem como alvo o Plasmodium vivax, espécie associada à maior parte dos casos de malária no Brasil.

Vacinas ainda precisam passar por testes

Apesar dos avanços científicos, os projetos estão sujeitos a etapas rigorosas de avaliação antes de uma possível utilização pela população. Os pesquisadores precisam verificar a resposta imunológica, a segurança e a eficácia dos imunizantes, começando pelos estudos pré-clínicos e avançando para ensaios em seres humanos conforme os resultados e as autorizações necessárias.

O desenvolvimento de vacinas contra dengue e malária representa uma frente importante da ciência brasileira no combate a doenças transmitidas por mosquitos. No entanto, os imunizantes citados ainda dependem da conclusão das etapas de pesquisa e validação, sem garantia de disponibilidade imediata para a população.

Fontes: Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG (CTVacinas); Universidade de São Paulo (USP)

Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui

Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar