A bancada feminina da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) continuará com dez deputadas estaduais na próxima legislatura, mas chega ao novo período com maior protagonismo político. Das parlamentares que ocupam atualmente as vagas, cinco foram reeleitas, enquanto outras cinco mulheres conquistaram mandatos, mantendo o número de representantes femininas na Casa.
Renovação da bancada feminina
Entre as deputadas reeleitas estão Ivana Bastos, Ludmilla Fiscina e Cláudia Oliveira, pelo PSD, além de Fátima Nunes e Neusa Cadore, ambas do PT.
As outras cinco parlamentares que deixam a atual composição tiveram destinos diferentes. Olívia Santana (PCdoB) foi eleita deputada federal, enquanto Jusmari Oliveira (PSD) e Kátia Oliveira (União Brasil) não conseguiram a reeleição. Maria Del Carmen (PT) e Soane Galvão (Avante) desistiram de disputar um novo mandato.
Para ocupar as vagas, foram eleitas Rowenna Brito (PT), Denise Menezes (PSD), Andrea Castro (PSD), Cynthia Marabá (União Brasil) e Vilma Reis (PT).
Presidência da Alba amplia protagonismo feminino
Apesar da manutenção do número de mulheres na bancada, a presença feminina ganha força com a eleição de Ivana Bastos para a presidência da Assembleia Legislativa, um marco na história de 195 anos da instituição. A parlamentar está praticamente reeleita para comandar a Casa, conforme as articulações relatadas nos bastidores políticos.
Embora Ivana afirme que pretende tratar da composição política somente após o segundo turno das eleições, o movimento em torno de sua recondução já estaria avançado. Informações de bastidores apontam que pelo menos 45 deputados eleitos e reeleitos declararam apoio à parlamentar.
Representação feminina e desafios na política
Eleita deputada estadual, Rowenna Brito, ex-secretária estadual da Educação, destacou a importância da presença das mulheres nos espaços de poder. Para ela, ampliar essa participação continua sendo um desafio, mas é fundamental para fortalecer a representação política e defender pautas relacionadas aos direitos e às demandas femininas.
A expectativa é que a próxima legislatura reúna uma bancada feminina atuante, com maior capacidade de articulação e participação nas decisões da Assembleia Legislativa da Bahia. Mesmo sem aumento no número de cadeiras ocupadas por mulheres, a presença de uma parlamentar na presidência da Casa representa um avanço simbólico e político para a representatividade feminina no estado.
Fonte: Coluna de Levi Vasconcelos, publicada neste sábado
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