Tem medo do “estalo”? Quiropraxistas explicam o que realmente acontece durante uma sessão

Geise Kelle e Rafael Victor, quiropraxistas graduados, esclarecem dúvidas sobre os famosos estalos, explicam como funcionam os protocolos de atendimento e alertam para a importância de buscar profissionais qualificados.

Rafael Victor e Geise Kelle, quiropraxistas graduados, Romilson Rodrigues, radialista, e Neide Lu, jornalista do FVN.

Você tem medo daquele famoso “estalo” no pescoço ou na coluna? A quiropraxia ainda desperta dúvidas e receios, mas o tratamento vai muito além dos movimentos que viralizam nas redes sociais. Em entrevista ao Fala Você Notícias, nesta quinta (08), os quiropraxistas graduados Geise Kelle e Rafael Victor, da Quiropraxia da Família, explicaram como funciona a avaliação dos pacientes, por que os protocolos precisam ser individualizados e quais cuidados são fundamentais para a segurança durante o atendimento.

Quiropraxia vai muito além do famoso estalo

Ao iniciar a conversa, os especialistas explicaram que a quiropraxia é uma profissão da área da saúde voltada ao sistema neuromusculoesquelético. Segundo eles, o estalo é apenas uma das técnicas utilizadas e não representa, sozinho, todo o trabalho realizado durante o atendimento.

Geise Kelle destacou que cada paciente apresenta necessidades específicas. Por isso, o objetivo é compreender o que está acontecendo com o corpo e definir a conduta mais adequada para cada caso.

A proposta, segundo os profissionais, é contribuir para a melhora da funcionalidade e da qualidade de vida, respeitando as particularidades de cada pessoa.

O estalo é necessário para o tratamento funcionar?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre as pessoas que têm receio de procurar um quiropraxista. Durante a entrevista, Geise explicou que o estalo não é obrigatório para que o atendimento seja realizado.

Ela esclareceu que o som ouvido durante algumas manipulações está relacionado a um fenômeno que ocorre na articulação e não significa que um osso tenha saído do lugar e voltado para a posição correta.

Os profissionais também ressaltaram que existem diferentes técnicas, incluindo procedimentos manuais, instrumentais e abordagens voltadas à musculatura. A escolha depende da avaliação e das necessidades de cada paciente.

Cada paciente precisa de um protocolo individualizado

Bebês, crianças, adultos e idosos não recebem necessariamente o mesmo tipo de atendimento. Rafael Victor explicou que as técnicas e os cuidados precisam ser adaptados às características e condições de cada pessoa.

Antes de iniciar qualquer procedimento, os profissionais relataram que investigam o histórico de saúde, os medicamentos utilizados, doenças existentes, fraturas anteriores e outros fatores relevantes.

Essa etapa é essencial para identificar possíveis contraindicações e decidir se determinada técnica pode ser utilizada com segurança.

Cuidado com vídeos de quiropraxia nas redes sociais

Os especialistas fizeram um alerta sobre vídeos que mostram pessoas sendo submetidas a movimentos exagerados, puxões e manipulações que podem causar medo em quem assiste. Segundo Geise, é importante não confundir esse tipo de conteúdo com a atuação de um profissional devidamente formado. Ela ressaltou que a formação acadêmica e a avaliação criteriosa são aspectos fundamentais na escolha de quem realizará o atendimento.

A orientação é não escolher um profissional apenas pela popularidade nas redes sociais ou pelo preço. É necessário verificar sua formação e buscar informações sobre sua qualificação.

Romilson Rodrigues, radialista, Rafael Victor e Geise Kelle, quiropraxistas graduados, e Neide Lu, jornalista do FVN.

Quiropraxia pode ajudar em diferentes fases da vida?

Durante a conversa, os profissionais abordaram atendimentos em diferentes faixas etárias e destacaram que a conduta precisa respeitar as características de cada paciente.

Eles também explicaram que questões relacionadas à postura podem exigir uma abordagem conjunta, com fortalecimento muscular e outros cuidados, conforme a necessidade identificada na avaliação.

Por isso, não existe uma técnica única que sirva para todas as pessoas, nem é possível garantir os mesmos resultados para todos os pacientes.

Quando a dor pode indicar algo mais sério?

Um dos pontos mais importantes da entrevista foi o relato de Geise sobre uma paciente que apresentava sintomas inicialmente associados ao ombro, mas que levantaram a suspeita de um problema mais complexo.

A experiência reforçou, para a profissional, a importância de reconhecer sinais que podem exigir investigação médica e encaminhar o paciente quando necessário.

Os entrevistados destacaram que a avaliação não serve apenas para decidir qual técnica utilizar, mas também para identificar quando a quiropraxia não é o caminho indicado e quando é preciso procurar outro profissional de saúde.

“Coluna é coisa séria”: a importância de buscar profissionais qualificados

Ao final da entrevista, Geise e Rafael reforçaram a importância de procurar profissionais com formação adequada e de não entregar os cuidados com a coluna a pessoas sem qualificação comprovada.

A mensagem principal é que o atendimento deve começar com uma avaliação criteriosa, respeitar as condições de saúde de cada paciente e considerar encaminhamentos quando houver necessidade.

Sentir medo não precisa impedir a busca por informação. Conhecer os procedimentos, esclarecer dúvidas e verificar a formação do profissional são passos importantes para tomar decisões mais conscientes sobre a própria saúde.

Assista à entrevista completa

Quer entender melhor os protocolos da quiropraxia e descobrir o que é mito e o que merece atenção quando o assunto é o famoso estalo? Assista à entrevista completa com Geise Kelle e Rafael Victor no YouTube: Neide Lu Fala Você Notícias.

Acompanhe o bate-papo, conheça as explicações dos especialistas e compartilhe a informação com quem também tem dúvidas sobre a quiropraxia.

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