A proposta, apresentada durante o evento Incorpora 2025, em São Paulo, reestrutura o uso da poupança e elimina os depósitos compulsórios no Banco Central (BC), com o objetivo de aumentar a oferta de crédito habitacional.
O novo modelo permitirá que os bancos utilizem 100% dos recursos captados pela poupança como referência para o setor habitacional, após um período de transição. Atualmente, 65% desses recursos vão para crédito imobiliário, 15% são livres para outras operações e 20% ficam retidos no BC. Com o fim do compulsório, haverá maior volume de crédito disponível, estimulando a construção e compra de imóveis.
Outra mudança importante é o aumento do valor máximo do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A previsão do governo é que, com a nova estrutura, a Caixa Econômica Federal financie cerca de 80 mil novas moradias até 2026.
Atualmente, o setor habitacional enfrenta retração devido à alta da taxa Selic, que reduz a atratividade da poupança e diminui os recursos disponíveis para financiamentos. Em 2025, o saldo líquido de retiradas da caderneta já soma R$ 78,5 bilhões, segundo o Banco Central.
Com a nova política, o governo busca reativar o mercado imobiliário, estimular a economia e oferecer alternativas de financiamento para uma faixa da população que, até agora, encontrava dificuldades em comprar a casa própria.
Link para mais informações: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/lula-anuncia-programa-de-habitacao-para-classe-media
Fontes: Agência Brasil / Ministério das Cidades / Secretaria Nacional de Habitação
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