A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta público sobre os riscos associados ao uso indevido de medicamentos como sildenafila, tadalafila, vardenafila, udenafila e lodenafila. Segundo o órgão, o consumo dessas substâncias fora das indicações médicas ou em produtos não autorizados pode trazer consequências graves à saúde.
Riscos do uso indiscriminado
Utilizadas originalmente para o tratamento de disfunção erétil e hipertensão pulmonar, essas substâncias vêm sendo comercializadas de forma irregular em gomas, suplementos e produtos manipulados. No entanto, a Anvisa reforça que não há aprovação para uso recreativo, estético, ganho de massa muscular ou melhoria de desempenho sexual.
Entre os riscos à saúde estão:
- Infarto
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
- Hipotensão (pressão arterial baixa)
- Perda de visão ou audição
- Dependência psicológica
Comercialização irregular preocupa
A Anvisa alerta ainda que formulações contendo esses ativos em suplementos ou alimentos são ilegais, já que se tratam de medicamentos sujeitos a prescrição médica. A venda irregular desses produtos pode colocar a população em risco, especialmente quando adquiridos em academias, lojas de suplementos ou sites sem registro sanitário.
Recomendações à população
- Não usar preparações manipuladas sem prescrição médica.
- Evitar produtos não regularizados pela Anvisa.
- Nunca consumir itens fabricados ou manipulados por empresas não licenciadas.
Orientações aos profissionais de saúde
Aos médicos e farmacêuticos, a Anvisa recomenda avaliação clínica criteriosa antes da prescrição, além do monitoramento de possíveis interações medicamentosas e efeitos adversos. Casos de reações indesejadas devem ser notificados no sistema VigiMed, e denúncias de produtos irregulares podem ser feitas pelo Notivisa.
Prevenção e conscientização
Com o aumento da oferta de produtos irregulares no mercado, a Anvisa reforça a importância da informação e conscientização da população sobre os riscos do consumo de substâncias sem respaldo científico e sem supervisão médica. O alerta serve tanto para coibir práticas ilegais quanto para proteger a saúde pública.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / CFF
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